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terça-feira, 1 de junho de 2010

Andrei Dmitrievich Sakharov (1921 - 1989)

Como referimos várias vezes esta figura histórica na aula, decidi fazer um post, falando um pouco sobre ele.

Andrei Sakharov foi um professor de física, tal como o seu pai, e também pianista russo que nasceu no dia 21 de Maio de 1921. Como refere numa sua autobiografia, ao falar sobre a sua infância e juventude vividas, Andrei salienta que a sua casa era "invadida por um tradicional espírito familiar", sendo isto "um vital entusiasmo para o trabalho e respeito pela competência profissional". Acrescenta ainda que na sua família todos se apoiavam uns aos outros e partilhavam também a paixão pela literatura e ciência. Ainda relativamente á familia, Andrei Sakharov destaca a grande admiração que tinha pela sua avó, considerando-a "o bom espírito da família" e afirmando que ela criou seis crianças e ainda aprendeu a língua inglesa por ela própria. É deste modo que podemos concluir a enorme importância que o ambiente familiar teve na vida desta personagem.

Andrei em 1943


O facto de ser muito ligado á família e de ter tido as primeiras aulas em casa tornou a adaptação aos colegas de escola um pouco difícil. Ainda assim, Andrei foi um brilhante aluno, passando em todos os exames com distinção, chegando em 1938 á Universidade de Física em Moscovo. Acabando a universidade, em 1942, Andrei trabalhou como lenhador e, uns meses mais tarde, trabalhou numa fábrica como engenheiro e inventor. Sakharov revela na sua autobiografia que, enquanto trabalhava nesta fábrica, escreveu alguns artigos científicos sobre Teoria Física que enviou para Moscovo para serem apreciados e, apesar de nunca terem sido publicados, estes mesmo artigos deram a Andrei Sakharov a confiancia "essencial para qualquer investigador".


Após a 2ª Guerra Mundial, num período da Guerra Fria, Andrei Sakharov é incluído num grupo de cientistas que têm o objectivo de desenvolver armas nucleares. Durante 20 anos, trabalhou nesta área e considerava que o seu trabalho tinha grande importância e era um instrumento "vital para o equilíbrio do poder em todo o Mundo". Contudo, Sakharov começa a aperceber-se que existiam "problemas morais" inerentes ao seu trabalho e a preocupar-se com assuntos biológicos também relacionados com o seu objectivo profissional. É então que, a partir do ano de 1968, este homem sente uma incontrolável necessidade de ver as suas opiniões soció-políticas expostas publicamente. Publica assim uma sua obra - Progresso, Coexistência Pacífica e Liberdade Intelectual - que considera ter sido um determinante ponto de viragem na sua vida e em todo o seu futuro. Contudo, na URSS, foram tecidas muitas críticas a Sakharov devido a esta sua obra, afirmando muita gente que ele estava a ser "demasiado ingénuo e especulativo". É precisamente esta obra que marca a oposição ao regime por Sakharov, ao denunciar várias atrocidades que o regime cometia.


Andrei Sakharov nos seus últimos anos de vida

Uns anos depois, a partir de 1970, "a defesa dos direitos humanos e a defesa das vítimas de processos políticos" constituiram-se como grandes objectivos fundamentais para Andrei Sakharov. Deste modo, em 1975, recebe o Prémio Nobel da Paz pela luta que travou em nome dos direitos humanos, ainda que não tenha sido autorizado a ir receber a sua distinção a Oslo e em 1980, ao denunciar a invasão Soviética do Afeganistão, Sakharov é enviado para o exílio. Mesmo encontrando-se longe dos amigos e família, este homem continua a ser perseguido pelo KGB.

Com a chegada de Mikhail Gorbatchev ao poder e com a aplicação de reformas políticas de liberalização (Perestroika e Glasnost), Sakharov consegue então, em 1986, regressar a Moscovo. Após regressar, Andrei consegue ainda um cargo político como membro no Congresso dos Deputados do Povo e, apesar de se viver um período de relativa abertura política e social, ele defende que as reformas deveriam "ir muito mais além". Acaba por morrer a 14 de Dezembro de 1989, devido a um enfarte do miocárdio.

Mikhail Gorbatchev

São inúmeras as homenagens que ainda se prestam a Andrei Sakharov. Para além de existirem algumas insituições com o seu nome que lutam pelos direitos humanos, foi instituído um prémio, também com o seu nome, pela União Europeia para destacar e homenagear aqueles que lutam pelas liberdades e direitos de todos.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Andrei_Sakharov
http://nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1975/sakharov-autobio.html


Carolina

domingo, 7 de março de 2010

António dos Santos Rocha (1853-1910)


É uma das figuras cimeiras da cultura figueirense.

É o principal impulsionador do Museu Municipal que tem o seu nome.

É um dos pioneiros da Arqueologia portuguesa, com trabalhos de importância nacional. Foi presidente da Câmara. 

Morreu em 27 de Março de 1910, há quase 100 anos. O Museu lidera um programa de comemorações já tornado público.



Vamos dedicar-lhe o mês de Março, com pequenos "posts" sobre a sua importante actividade, os livros que escreveu, as escavações que levou a cabo?

Vamos fazer eco e participar nas actividades das comemorações?

FM

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Piet Mondrian

Um dos meus pintores preferidos. Gosto principalmente da fase neoplasticista, do abstraccionismo muito simplista, apenas com as cores primárias e linhas pretas...


Pieter Cornelis Mondriaan, nasceu em Amersfoort, Holanda, a 7 de Março de 1872 e morreu em Nova Iorque, EUA,  a 1 de Fevereiro de 1944.
Modrian foi um pintor modernista, participou no movimento do Neoplasticismo e colaborou com a revista De Stjil.


Quando se iniciou na pintura, o seu trabalho era influenciado pelas correntes naturalista, impressionista e mais tarde, pós-impressionista.




                                                              Árvores à luz da lua, 1908


Após visitar uma exposição que incluía trabalhos de Picasso e Braque no museu Stedelijk, em Amsterdão, 1913, a sua obra passou a apresentar influência cubista.


                                                          Composição (Árvore), 1913


Pouco depois, quando foi morar para Paris, a sua pintura ganhou novos procedimentos com relação a cores e formas. A sua abstracção tenderia progressivamente para a precisão geométrica, dando origem ao Neoplasticismo. A partir de 1917 até à década de 40, a sua obra é principalmente neopltasticista.




                                       Composição com vermelho, amarelo e azul, 1921                                                                           
Nos últimos anos de vida, quando vai viver para Nova Iorque,  começa a libertar-se das suas próprias regras "fugindo" à ideia inicial de Neoplasticismo.


                                                      Broadway Boogie Woogie, 1942-1943


Fontes:


http://www.wikipédia.pt
http://www.artchive.com/artchive/M/mondrian/broadway.jpg.html
http://www.mondrian.kit.net/


Gonçalo




terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nicolau II - o último czar da Rússia



Nicolau II foi o último monarca russo da dinastia Romanov.

Praticava uma política absolutista e por vezes cruel, o que leva muitos historiadores a considerá-lo um monarca a quem faltava sentido político.

O povo Russo encontrava-se bastante descontente devido à Grande Guerra Mundial e á desigualdades sociais. A classe operária estava fortemente influenciada pelas ideias comunistas e faziam inúmeras greves incontroláveis.

Em Fevereiro de 1917 dá-se a Revolução Russa e a 3 de Março, desse mesmo ano, o Rei Nicolau II abdica do trono. Em 1918, juntamente com a mulher Alexandra e os filhos, foi assassinado pelos Bolcheviques.

Durante muitos anos circularam lendas que evocavam a sobrevivência de alguns membros da família real. Só na década de 90 é que os cientistas, através de análises ao ADN, provaram que ninguém tinha sobrevivido.

Em 2000, depois de muitos debates, a família Romanov foi canonizada, pela instituição Ortodoxa dentro da Rússia, como “Portadores da Paixão” , ou seja, pessoas que enfrentaram a morte com humildade Cristã.


Fonte:
Diciopédia
http://romanov.blogs.sapo.pt/5108.html
Marta Lopes

quinta-feira, 28 de maio de 2009

John D. Rockefeller


John Davison Rockefeller Nixon, nasceu a 8 de Julho de 1839 em Richford, Nova Iorque e faleceu em 23 de Maio de 1937 (97 anos) em Ormond Beach, Florida.

A sua origem familiar é modesta. A mãe era muito religiosa e passou para os seus filhos esses ideiais. O pai teve pouco dinheiro para vestir os quatro filhos e duas filhas. Na escola, John Rockefeller foi bom aluno a Matemática. De resto, suas notas na escola foram normais. Concluiu a escola secundária e procurou um emprego.

A 26 de Setembro de 1855 em Cleveland, para onde se tinha mudado com a família, Rockefeller começa o seu primeiro emprego. A partir daqui vai festejar todos os anos o aniversário do seu primeiro emprego: o seu "Jobday". Era contabilista num grande armazém de retalho. Como ele diz, o trabalho "deu-me uma nova identidade". Às seis e meia da manhã começava o seu dia, trabalhando por vezes até à noite, apesar de não receber pelas horas extraordinárias.

Em 1859, três anos e meio depois do seu "Jobday", pede um aumento ao seu patrão, que foi recusado. Rockefeller acha que já aprendeu o suficiente. Despede-se e funda o seu próprio negócio. Juntamente com o seu amigo inglês Oscar Monchito, fundou um armazém de retalho. Os negócios florescem. Os EUA crescem, imigrantes chegam ao país. Na guerra civil americana, vendem comida e roupa para os soldados. Negociam com farinha, sal, sementes, carne de porco e uns anos depois começaram também a comerciar um novo produto: Petróleo da Pennsylvania, usado para os lampiões, nas habitações.

Comprou com o seu sócio uma pequena refinaria. Recorrendo ao crédito investiu na expansão da empresa.

Vai acabar por comprar a totalidade da empresa em 1865. Com um novo sócio, Henry Flagler, antigo produtor de sal, funda a Standard Oil Company.

A Standard Oil beneficiou de economias de escala e transformou-se na maior empresa de petróleo do mundo. Numerosos concorrentes foram absorvidos, a produção aumentou e os preços tornaram-se competitivos. Inicialmente o petróleo era transportado nos comboios, mas mais tarde, foram construídos os primeiros oleodutos. A indústria do petróleo floresceu e a Standard Oil tornou-se a líder deste novo mercado, tornando-se um monopólio.

No início dos anos 80 (séc. XIX), a Standard Oil e as suas dependentes controlavam cerca de 90% das refinarias americanas.

Este monopólio durou algumas décadas, até que em 1911 o tribunal supremo decidiu o desmantelamento da empresa e ordenou a criação de 34 pequenas novas empresas, das quais emergiram a Exxon, Chevron, Atlantic, Mobil e a Amoco, mas continua no controle das Empresas Rockefeller. Nesta altura, John Rockefeller já se tinha reformado. O homem mais rico do mundo, dedicava-se agora às suas obras de beneficência. Financiou a criação da Universidade de Chicago, escolas, museus, bibliotecas, o mais moderno instituto de pesquisa médica...

A família Rockefeller hoje é das famílias mais poderosas do mundo, sendo considerada a mais rica e a mais influente. Pode-se dizer que a família Rockefeller tem mais prestígio que a família Real Britânica.

Com cerca de 90% de toda a produção de Petróleo e derivados, John Rockefeller monopolizou o mercado americano e durante anos foi o homem mais rico do mundo, e segundo o New York Times, é considerado o homem mais rico da História, com uma fortuna estimada de 200 Biliões de dólares (200.000.000.000.00$).



John D. Rockefeller e o filho John D. Rockefeller Jr. em 1915




(o vídeo não tem legendas, mas é muito bom, é do canal "História")

Fontes: Wikipédia e youtube

Gonçalo

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Abraham-Louis Breguet (1747-1823)







Uma vez que os estudos sobre a concentração industrial no século XIX nos levaram a exemplos ligados à relojoaria - uma das indústrias que, a partir de 1850, mais intensamente viveu os processos de racionalização do trabalho e da produção, e da estandardização e construção de mecanismos com peças intermutáveis - e à referência a algumas das marcas inseridas no Grupo Swatch, onde pontifica a Breguet, julgo ser útil deixar algo sobre aquele que muitos consideram ser o maior relojoeiro de todos os tempos - o suíço (Neuchâtel) Abraham-Louis Breguet (1747-1823).

Em França e Inglaterra reuniu os conhecimentos disponíveis da relojoaria do seu tempo. A partir de 1775 criou a sua própria manufactura e nela produziu algumas das maiores invenções relojoeiras de sempre: escapamentos com cortes para compensação térmica; o uso de rubis cilíndricos; um mecanismo de corda automático, "perpetuelle"; a "chave Breguet" (chave que protegia o mecanismo quando se dava corda) e, a maior entre todas, o "turbilhão" (mecanismo para evitar as distorções provocadas pela gravidade http://vistodedentro.blogspot.com/2008/01/ainda-os-relgios-mecnicos-o-turbilho.html).

Fica o convite para algumas pesquisas... e imagens de dois dos exemplos mais famosos da sua produção: o primeiro, o do turbilhão, montado num relógio "Arnold"; o segundo, o do célebre "Maria Antonieta" que depois de roubado regressou ao Museu onde repousa(http://www.relogioserelogios.com.br/noticias_site.asp?idNoticia=329&idEntidade=21)!

Tomei conhecimento,entretanto, da exposição que em Paris, no Museu do Louvre, vai mostrar até Setembro vários dos relógios de produção Breguet. Junto um filme de promoção da mesma que apanhei no youtube.



FM

terça-feira, 24 de março de 2009

Marie e Pierre Curie

Marie nasceu a 7 de Novembro de 1867 em Varsóvia, Polónia. Foi a primeira pessoa que ganhou dois Prémios Nóbeis: Física, em 1903, pelas suas descobertas na área da radioactividade e Química, em 1911, pela descoberta dos elementos químicos rádio e polónio.


Pierre Curie nasceu a 15 de Maio de 1859 em Paris. Estudou cristalografia, magnetismo, piezoelectricidade e radioactividade. Ganhou o Prémio Nobel da Física, juntamente com a sua mulher, Marie Curie, em 1903, pelos estudos realizados na área da radioactividade.


Pierre Curie morreu a 19 de Abril de 1906, em Paris, devido a um atropelamento de carro.


Marie Curie morreu em França, em 1934, vítima de leucemia, devido à exposição radioactiva.









Fontes:
Wikipédia
http://www.youtube.com/
http://www.google.com/ (imagens)




Carolina e Marta =)

sexta-feira, 6 de março de 2009

Beatrix Potter (1866-1943)



Helen Beatrix Potter nasceu a 28 de Julho de 1866 em Kensington, Londres e morreu a 22 de Dezembro de 1943 em Near Sawrey, Inglaterra era uma autora e ilustradora inglesa, conhecida principalmente pelos seus livros infantis.

Nasceu no seio numa família da alta burguesia ligada ao comércio de algodão. Foi educada em casa, pela governanta. Era uma rapariga tímida, solitária e reservada . Nos Verões, quando a família ia passar as férias no campo, ora na Escócia ora em diversas propriedades de Lake District, na Grã-Bretanha, tinha a oportunidade de apreciar a natureza de perto, começando a desenhar com apenas nove anos. Muitos desses desenhos são guardados no Victoria & Albert Museum, em Londres.

Aos 15 anos mantinha um diário secreto, escrito com o seu próprio código. Vários anos após a sua morte o diário foi decifrado e publicado: "Beatrix Potter: A Journal".

No Verão de 1882 tornou amiga do vigário Canon Rawnsley com quem aprendeu a importância da preservação da região de Lake District.
Em 1895 descobriu «The National Trust», uma associação que protegia e conservava regiões e monumentos históricos e de grande beleza. Quando publicou «The Peter Rabbit Books» (o coelho Peter) comprou uma terra em Lake District, Hill Top, tornando-se numa fazendeira e assegurando-se que as tradições da terra não eram esquecidas. Quando morreu deixou cerca de 4000 hectares para a associação «The National Trust».

Quando Noel Moore, o filho do caseiro, ficou doente eram as cartas de Beatrix a sua melhor distracção. Foi nas suas cartas que criou a história de «Peter Rabbit» que anos mais tarde, em 1990, deu origem ao seu primeiro livro, editado por si própria.
Além de Peter Rabbit, havia Jemima Puddle Duck, Jeremy Fisher, Benjamin Bunny, Tom Kitten ou Pigling Bland. Sabe-se que levava secretamente para o quarto ou para a sala onde tinha aulas, lagartixas, ouriços e uma infinidade de bichinhos que serviam de modelo para os seus desenhos.

Aos vinte e quatro anos, Beatrix Potter, com o apoio entusiasta do seu amigo Canon Hardwicke Rawnsley, desenhou seis cartões de Boas Festas e mandou-os para uma editora alemã. Com alguma surpresa recebeu a agradável notícia de que a editora não só lhos comprava por um preço muito bom, como lhe encomendava mais.

Em relação à vida amorosa, suspeita-se que tencionava casar com o seu grande amigo Norman Warne, filho do seu editor, mas uma doença súbita vitimou-o. No entanto, em 1913, aos 47 anos, casou-se com William Heelis, também grande defensor da preservação da natureza.
A 22 de Dezembro de 1943, com 77 anos, Beatrix Potter faleceu.

Ainda hoje os seus livros têm muito sucesso com o público mais novo.

Em 2006, a vida de Beatrix Potter deu origem a uma filme: Miss Potter.
Trailer do filme:
Fontes:
Wikipédia
Marta

William Carr Beresford (1768-1854)

William Carr Beresford foi um militar irlândes severo e disciplinador, enviado pela Grã-Bretanha para reorganizar o exército português, após a primeira invasão francesa, preparando-o para resistir às tropas napoleónicas. Anteriormente, tinha sido governador e comandante-chefe, durante seis meses, na Madeira, para evitar a ocupação da ilha pelos franceses. Rejeitava as novas ideias liberais, imaginava conspirações e reprimia-as severamente.






Serviu o seu país em diferentes batalhas:


  • no Exército britânico em Toulon (1793)



  • foi coronel do 88º Regimento no Egipto (1801)



  • foi brigadeiro no Cabo da Boa Esperança (1806)



  • ocupou a Madeira (1807)



  • fez uma expedição a Corunha (1809)

Encontrando o exército desfalcado em Portugal pela ausência dos comandos no Brasil e na Legião Portuguesa, e pela relativa velhice e ineficácia de muitos dos oficiais recorreu à atribuição de comandos a oficiais britânicos. Como outras medidas, Beresford criou os depósitos de recrutamento em Peniche, Mafra e Salvaterra; presidiu à distribuição das novas armas e equipamentos, introduziu Ordens do Dia para informar o exército e apurar a disciplina: tanto mandatos de prisão e de execução sumária sem julgamento em tribunal militar, como louvores e promoções por mérito. João Pedro Ribeiro chamou-lhe moderador e animador do exército.




Em 1817, após rumores de uma conspiração que pretendia o regresso do rei e que se manifestava contrária à presença inglesa, mandou matar os conspiradores (entre eles o general Gomes Freire de Andrade). Em 1820, deslocou-se, pela segunda vez, ao Brasil para pedir mais poder a D. João VI.



No regresso do Rio de Janeiro pela nau Vengeur, fundeada no Tejo em 10 de outubro, Beresford foi impedido pela Junta de desembarcar em Lisboa e regressou à Grã-Bretanha.




Comentário relativo à viagem de Beresford ao Brasil:


"Não pequeno susto causou no Rio a vinda inesperada de Beresford. Convocou imediatamente D. João o seu conselho. Achada a fórmula para a solução do momento, reformou-se a constituição da Regência, reduzindo-lhe as funções ao meramente administrativo e concentrando a autoridade política nas mãos de um delegado imediato do soberano, com o título de marechal-general junto à sua real pessoa. Fizeram então voltar para Lisboa o marechal Beresford investido de tão alto posto, como se respondessem assim aos clamores do povo português - entregando-o à tutela humilhante, ao arbítrio e às truculências daquele estrangeiro."


Rocha Pombo, História do Brasil














Fontes:
http://pt.wikipedia.org/
http://www.infopedia.pt/
http://www.google.com/


Carolina

quinta-feira, 5 de março de 2009

Josef Stalin


Faz hoje 56 anos da morte de Josef Stalin, foi secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética desde 1922 até 1953 ano da sua morte, sendo assim o líder da União Soviética.

Josef Stalin nasceu em Gori a 18 de Dezembro de 1878 e morreu em Moscovo a 5 de Março de 1953.

Nascido numa pequena cabana na cidade georgiana de Gori e filho de uma costureira e de um sapateiro, o jovem Stalin teve uma infância difícil e infeliz. Chegou a estudar num colégio religioso de Tiflis, capital georgiana, para satisfazer os anseios de sua mãe, que queria vê-lo seminarista. Mas logo acabou por enverdar pelas actividades revolucionárias contra o regime tsarista. Passou anos na prisão (por organizar assaltos, num dos quais 40 pessoas foram mortas) e, quando libertado, aliou-se a Vladimir Lenin e outros, que planeavam a Revolução Russa.

Antes da Revolução Russa de 1917, Stalin era o editor do jornal do partido, o Pravda ("A Verdade"), mas teve uma ascensão rápida, tornando-se em Novembro de 1922 o Secretário-geral do Comité Central, um cargo que lhe deu bases para ascender aos mais altos poderes. Após a morte de Lenin, em 1924, tornou-se a figura dominante da política soviética – embora Lenin o considerasse apto para um cargo de comando, ignorava a astúcia de Stalin, cujo talento quase inigualável para as alianças políticas lhe rendera tantos aliados quanto inimigos. Seus epítetos eram "Guia Genial dos Povos" e "O Pai dos Povos".



Stalin, Lenin e Kalinin em 1919



Stalin chegou ao posto de secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética em 1922 e, por conseguinte, foi o chefe de Estado da URSS durante cerca de um quarto de século, transformando o país numa superpotência.

De modo a transformar o país numa superpotência, Stalin pôs em práctica os planos quinquenais, que consistiam na planificação da economia de 5 em 5 anos. Estes planos serviram para aumentar a produção agrícola e a produção industrial, acelerar o crescimento através de transportes ferroviários e desenvolver a indústria química, com especial incidência em assuntos bélicos, devido à 2ª Guerra Mundial.

Durante a 2ª Guerra Mundial, Stalin (URSS) aliou-se à Churchill (Inglaterra) e a Roosvelt (E.U.A.), depois de Hitler ter quebrado o pacto Ribbentrop-Molotov que assegurava a divisão do território da Polónia entre nazis e soviéticos. Deste modo, a URSS, foi o principal país a derrubar o regime nazi.

Em 5 de Março de 1953, Stalin morreu de hemorragia cerebral facto que, segundo muitos, ainda merece uma profunda investigação; existem aqueles que acreditam que ele foi assassinado. Os mais destacados historiadores mundiais, no entanto, ainda consideram que Stalin morreu de causas naturais.

Malenkev assume o governo após a morte de Stalin mas, devido às posições que defendia, foi forçado a renunciar à liderança do Partido em 13 de Março, sendo sucedido por Nikita Khruschev em Setembro.

Video com a propaganda de Stalin/URSS e com o hino da URSS:



fontes:
wikipédia
youtube
Gonçalo Faria

Gonçalo

Bocage (1765 - 1805)

Manuel Maria Barbosa du Bocage, filho de um advogado e de uma senhora francesa, nasceu a 15 de Setembro de 1765, em Setúbal, e morreu a 21 de Dezembro de 1805, em Lisboa. É considerado um dos melhores poetas portugueses do séc. XVIII.
Aos 16 anos tornou-se praça na Infantaria de Setúbal, mas em 1783 alistou-se na Academia Real da Marinha. Em Lisboa, participou na vida boémia e literária e começou a ganhar fama devido à sua veia de poeta satírico. Em 1786 embarcou para a Índia, chegando a ser promovido a tenente; em 1789 aventurou-se a ir a Macau e logo no ano seguinte regressou a Portugal, para Lisboa, onde encontrou a sua amada Gestrudes (Gestúria, em poesia), que era casada com o seu irmão. Infeliz no amor, sem carreira e com dificuldades financeiras, dedicou-se à poesia e em 1791 publica o seu primeiro livro de Rimas.
Aderiu então à Nova Arcádia (Academia de Belas Letras) mas, no entanto, pela sua instabilidade e irreverência, não se adaptou e abriu conflitos com os seus confrades, sendo expulso em 1794.
Três anos depois foi acusado de "herético perigoso e dissoluto de costumes" e, como era conhecida a sua simpatia pela Revolução Francesa, foi preso e condenado pela Inquisição. Quando saiu da reclusão viu-se obrigado a viver da escrita, sobretudo de traduções. Apesar de ter recebido o auxílio de alguns amigos, acabaria por morrer doente e na miséria.



Bocage tem como principais temas o ciúme, a noite, a morte, o egotismo, a liberdade e o amor (muitas vezes manifestado de uma forma erótica). Apesar de a sua poesia ser contraditória, irregular, e de os seus versos revelarem concessões artisticamente duvidosas, Bocage é considerado um dos maiores sonetistas portugueses.
As obras de Bocage encontram-se editadas actualmente nas antologias: Opera Omnia, Poesias (dedicada aos seus poemas eróticos) e Poesias de Bocage.
A 15 de Setembro, data de nascimento do poeta, é feriado municipal em Setúbal.

Em 2006 a história de Bocage foi adaptada para a televisão numa mini-série produzida pela RTP.


Aqui está um soneto de Bocage, o seu Auto-retrato:


Auto-Retrato

Magro, de olhos azuis, carão moreno,
Bem servido de pés, meão na altura,
Triste de facha, o mesmo de figura,
Nariz alto no meio, e não pequeno:

Incapaz de assistir num só terreno,
Mais propenso ao furor do que à ternura;
Bebendo em níveas mãos por taça escura
De zelos infernais letal veneno:

Devoto incensador de mil deidades
(Digo, de moças mil) num só momento,
E somente no altar amando os frades:

Eis Bocage, em quem luz algum talento;
Saíram dele mesmo estas verdades
Num dia em que se achou mais pachorrento.

Bocage


Este é um video da mini-série realizada sobre a vida do poeta:





Fontes:
wikipédia
diciopédia

Marta

quarta-feira, 4 de março de 2009

Maria Antonieta (1755-1793)

Devido ao tema leccionado da revolução francesa fiz este trabalho sobre esta senhora.


Um dia depois do terrível terramoto que abalou a cidade de Lisboa, nascia em Viena, a 2 de Novembro de 1755, a arquiduquesa Maria Antonieta Josefa Joana Von Habsburgo-Lorena.


Maria Antonieta era a filha mais nova de Maria Teresa de Habsburgo e de Francisco Estêvão de Lorena, respectivamente, rainha soberana da Áustria e imperador do Sacro Império Romano Germânico.




Curiosidade:

Ainda é conhecido hoje em dia o seu noivado com Mozart, o grande compositor, que, sendo então apenas uma criança de 5 anos, acreditava ingenuamente estar noivo da formosa filha dos soberanos do Sacro Império Romano-Germânico.


Sendo filha da Imperatriz da Áustria, Maria Antonieta estaria vocacionada a exercer alguma influência política na França. Casou em 1770, com apenas catorze anos, tornando-se rainha com dezoito anos ou seja quatro anos depois, quando o seu marido foi coroado rei Luís XVI.
No início da sua vida em Versalhes, Maria Antonieta usou sua nova posição para criar uma certa "fantasia". Dispensou boa parte das damas de companhia, e povoou a corte de gente jovem e elegante. A Rainha adorava organizar corridas de cavalo, e se divertia em passeios de carruagem. Estas, por ordem dela, corriam a toda velocidade.
O que mais fascinava Maria Antonieta, entretanto, eram as festas das noites parisienses, e a animação das mesmas. Frequentava óperas, teatros, e participava em bailes. Nestes, as mulheres compareciam mascaradas. Assim, podia se misturar com plebeus, sem ser, no entanto, reconhecida.


Em 1774, com a morte de Luis XV, seu marido Luís Augusto foi coroado como Luís XVI. O povo a amava mas ainda era vítima de piadas por não gerar um filho. Entretanto, em 1781 Maria Antonieta teve sua primeira filha, Maria Teresa Carlota.

























Maria Antonieta com três dos seus quatro filhos


Tendo desautorizado as reformas financeiras propostas por Turgot e Necker, os seus inimigos apelidaram-na de "a austríaca", "madame" ou "rainha do déficit". O escândalo provocado pelo caso do colar de diamantes e a campanha de panfletos denegrindo a sua imagem levou-a a um certo isolamento, deixando de receber audiências de nobres e literatos, o que a afastou ainda mais da alta sociedade francesa.


Nota:


O Caso do colar da Rainha foi um caso ocorrido por volta de 1785, na corte de Luís XVI de França, envolvendo involuntariamente a rainha Maria Antonieta, mas que danificou muito a sua reputação pública nas vésperas da Revolução francesa. (se quiserem um maior esclarecimento acerca deste caso devem clicar em "o caso do colar de diamantes" onde todo este incidente está bem explicitado)


























Documento alusivo ao processo do caso do colar de diamantes


Em 1789, a família real foi detida no palácio de Versailles e levada pelos revolucionários para o Palácio das Tulherias. Ficou aí detida com seu marido e filhos, até que, em 1792, com o auxílio do conde Axel Fersen, foi tentada uma fuga, mas foram reconhecidos e detidos quando passavam em Varennes. Esse episódio ficou conhecido como a "Noite de Varennes".


Nota:

A chamada Fuga de Varennes foi a tentativa frustrada de evasão de Luís XVI de França e sua família, de 20 a 21 de junho de 1791. (mais pormenorizado no link "Noite de Varennes")

















Imagem relacionada com a fuga de Varennes


Durante a Revolução, os seus inimigos alegavam que ela recusava as possibilidades de acordo com os moderados, procurando que o rei favorecesse os extremistas para inflamar mais a batalha. Depois da fuga e prisão em Varennes, alegavam também que ela procurava romper um conflito bélico entre França e Áustria, esperando a derrota francesa.
Depois da execução de Luís XVI, Maria Antonieta ficou conhecida como "Viúva Capeto", sendo condenada à morte por traição, morrendo na guilhotina em 16 de Outubro de 1793.




Imagem que caracteriza a execução do rei D. Luís XVI

Seu corpo foi colocado numa fossa comum ao lado de seu marido e após o regresso dos Bourbons, após a derrota de Napoleão, os corpos foram sepultados na Basílica de Saint-Denis (perto de Paris) e no sítio da fossa comum foi edificada a "Capela Expiatoire".



























Basílica de Saint-Dennis



Curiosidades:

Até ao momento, os dois principais filmes sobre a vida da rainha são:

  • Marie Antoinette de 1938, cujos actores principais são Norma Shearer, no papel de Maria Antonieta e Tyrone Power, como Conde Axel Von Fersen, e direção de W. S. Van Dyke.





  • Marie Antoinette de 2006. Neste foram usados cenários como o Palácio de Versalhes, inclusive quartos proibidos para visita normal do público. A direção e o roteiro do filme são de Sofi Coppola. O papel principal coube a Kirsten Dunst.
















Descobri também que existe uma versão de Maria Antonieta em barbie.





Fontes:

wikipédia

google

Carolina

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Milan Kundera
























Milan Kundera nasceu a 1 de abril de 1929, em Brno na Checoslováquia, hoje separada em Eslováquia e República Checa.
Kundera aprendeu a tocar piano com seu pai. Posteriormente, ele também estudou musicologia. Influências e referências musicológicas podem ser encontradas nas suas obras, a ponto de existiram por vezes notas em pauta durante o texto. Estudou literatura e estética, mas posteriormente transferiu-se para o curso de cinema.


Em 1950, foi temporariamente forçado a interromper seus estudos por razões políticas.
Neste ano, ele e outro escritor checo - Jan Trefulka - foram expulsos do Partido Comunista Checo por "actividades anti-partidárias". Trefulka descreveu o incidente em uma de suas novelas, Kundera usou o incidente como inspiração para o tema principal de seu romance A Brincadeira, de 1967. Em 1956, porém, Kundera foi readmitido no Partido Comunista. Em 1970, porém, foi novamente expulso. Kundera, assim como outros artistas checos como Václav Havel, envolveu-se na Primavera de Praga de 1968. O período de optimismo, como se sabe, foi destruído no agosto do mesmo ano pela invasão soviética com exército do Pacto de Varsóvia a Checoslováquia. Kundera e Havel tentaram acalmar a população e organizar um levante reformista frente ao totalitarismo comunista da União Soviética. Permaneceu neste intento até desistir definitivamente, no ano de 1975.


Primavera de Praga:


A Primavera de Praga foi o movimento liderado por intelectuais reformistas do Partido Comunista Tcheco, interessados em promover grandes mudanças na estrutura política, econômica e social, na Checoslováquia.





















Vive na França desde 1975, sendo cidadão francês desde 1980. Seus romances geralmente tratam de escolhas e decepções. Em seus livros é recorrente a crítica ao regime comunista e à posterior ocupação russa de seu país, em 1968, quando foi exilado e teve sua obra proibida na então Checoslováquia.


Milan Kundera recebeu, pelo conjunto da sua obra, o "Common Wealth Award" de Literatura (1981) e o "Prémio Jerusalém" (1985).

























Sua obra principal, "A Insustentável Leveza do Ser" ganhou em 1988 uma adaptação para o cinema, sob a direcção de Philip Kaufman e com Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche e Lena Olin no elenco. Recebeu 2 indicações ao Oscar e reconhecimento mundial.




Fontes:
wikipédia
google

carolina

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Amedeo Modigliani

No outro dia vi um filme na televisão sobre a vida deste pintor que tinha bastante talento, mas que não é muito conhecido, talvez por ter morrido muito cedo e pensei em fazer um post sobre Modigliani.

Amadeo Clemente Modigliani nasceu em Livorno a 12 de Julho de 1884 e morreu em Paris a 24 de Janeiro de 1920, foi um pintor e escultor italiano.
Modigliani nasceu na região da Toscana, numa família judaica, sendo o quarto e último filho de Flaminio Modigliani.

Na sua infância sofreu de algumas doenças como tifo e febre tifóide, o que comprometeu a sua saúde ao longo da vida.Ainda criança demonstrava interesse pela pintura, no que foi incentivado por sua mãe, Eugenia Garsin, com quem visitava museus de arte e que o matriculou, como aluno, no estúdio de Guglielmo Micheli.

Em 1901, Modigliani sofre uma recaída, e está ameaçado de tuberculose, o médico aconselha-o a mudar-se para um local com um clima mais saudável e muda-se para Florença. Em Florença matricula-se na Escola de Belas-Artes em 1902.

Modigliani sonhava em viver em Paris, capital das artes, e em 1906 muda-se para essa cidade, onde, como vários pintores e artistas viveu a experiência da extrema pobreza.
Em Paris, Modigliani frequenta os mesmos locais que Van Dongen, Juan Gris, Salmon, Max Jacob, Braque, Matisse e Pablo Picasso, o seu principal rival.

Por meio dos companheiros de arte, conheceu o poeta polaco Leopold Zborowski, que se tornaria seu melhor e mais devotado amigo, além de incentivador e marchand. Em 1917, Zborowski consegue para Modigliani uma exposição individual na galeria Weil. A exposição durou apenas um dia, pois se transformou num escândalo graças ao nus expostos na vitrine da galeria.

A grande musa de Amedeo foi Jeanne Hébuterne, com quem teve uma filha, Jeanne, em 1918, a maioria dos seus quadros são retratos de Jeanne.

Complicações na saúde fazem o pintor viajar para o sul da França com a esposa e a filha, de modo a recuperar-se. Retorna a Paris no final de 1918. Dias antes de morrer inscreve-se num concurso de pintores, no qual se inscrevem vários pintores famosos, como Picasso.Na noite de 24 de Janeiro de 1920, pouco antes de se saber o resultado do concurso, Modigliani é assaltado, o que piora o seu estado de saúde e aos 36 anos, Modigliani morre de tuberculose, agravada pelo consumo excessivo de alcoól. Modigliani tinha ganho o concurso, tinha sido o primeiro reconhecimento do seu talento.
No dia seguinte à morte do pintor, a sua esposa Jeanne, grávida de nove meses, suicidou-se ao atirar-se do quinto andar de um edifício.



















Auto-Retra
to, 1919





















Jeanne

Curiosidades:
Em 2004, foi feito um filme, Modigliani, por Mick Davis, tendo Andy Garcia o papel de Modigliani.
Fontes:
wikipédia
http://www.imdb.com/title/tt0367188/


Gonçalo

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Robert Stephenson Smyth Baden-Powell (1857-1941)

Tentei conciliar um pouco de História com um pouco de "mim" portanto fiz esta pequena biografia sobre a importância do fundador do escostismo.

















O escotismo é um movimento mundial, educacional, voluntariado, apartidário, sem fins lucrativos. A sua proposta é o desenvolvimento do jovem, por meio de um sistema de valores que prioriza a honra, e através da prática do trabalho em equipe e da vida ao ar livre, fazer com que o jovem assuma seu próprio crescimento, tornar-se um exemplo de fraternidade, lealdade, altruísmo, responsabilidade, respeito e disciplina.




Na Ilha de Brownsea, no Canal da Mancha, Inglaterra, Baden-Powell realizou um acampamento com vinte jovens, de 12 a 16 anos de idade, no qual ensinou técnicas como primeiro socorros, observação, segurança, orientação, entre outros. Como símbolo do grupo, levavam aqueles jovens uma bandeira verde com uma flor-de-lis amarela no centro.















Acampamento experimental em Brownsea, 1907




Entusiasmado com os bons resultados deste acampamento, Baden-Powell começou a escrever o livro Escotismo para Rapazes, que foi publicado em 1908. É um livro técnico onde é descrita a filosofia e técnica escotista de Robert Baden-Powell. O livro contém orientações sobre conhecimentos importantes para um Escuteiro: Orientação, Comida selvagem, Primeiros Socorros, Organização de um Acampamento, etc; mas também sobre cidadania, carácter, importância do serviço ao próximo, entre outros.
























O movimento cresceu tanto que em 1910, B-P (Baden-Powell) compreendeu que o Escotismo seria a obra a que dedicaria a sua vida. Teve a visão e a fé de reconhecer que podia fazer mais pelo seu país adestrando a nova geração para a boa cidadania.


Em 1912, fez uma viagem à volta do mundo para contactar os escuteiros de muitos outros países. Foi este o primeiro passo para fazer do Escotismo uma fraternidade mundial.
Em 1920 escuteiros de todas as partes do mundo reuniram-se em Londres para a primeira concentração internacional de escuteiros: o Primeiro Jamboree (acampamento internacional) Mundial. Na última noite deste Jamboree, a 6 de Agosto, B-P foi proclamado "Escuteiro-Chefe-Mundial" sob os aplausos da multidão de rapazes.
O Movimento Escuteiro continuou a crescer e hoje em dia existem no mundo cerca de 28 milhões de jovens escoteiros.



Antes de morrer Baden-Powell deixou uma mensagem aos jovens:



" A felicidade não provém do facto de ser rico, nem meramente de ter sido bem sucedido na carreira; e, tão pouco, de sermos indulgentes para com nós mesmos. Um passo na direcção da felicidade é o de tornar-se saudável e forte enquanto se é ainda um jovem, de sorte que possa vir a ser útil e, desta arte, gozar a vida quando for homem.
O estudo da natureza mostrará a vocês quão repleto de coisas belas e maravilhosas Deus fez o mundo para vocês gozarem. Alegrem-se com o que receberam e façam bom proveito disso. Olhem para o lado brilhante das coisas, ao invés do lado sombrio delas. Contudo, a melhor maneira de obter felicidade é proporcionar felicidade à outras pessoas. Tentem deixar este mundo um pouco melhor do que o encontraram e, quando chegar a vez de morrerem, possam morrer felizes com o sentimento de que, pelo menos, não desperdiçaram o tempo, mas sim fizeram o melhor que puderam. Estejam preparados, desta maneira, para viverem e morrerem felizes. "

Curiosidades:
De facto foi um grande falha não mencionar (obrigada Marta) que exactamente hoje dia 22 de Fevereiro faz 152 anos do seu nascimento, acontecimento normalmente celebrado por todos os escoteiros no Mundo.
Devido à sugestão do Gonçalo explico assim que por vezes utilizo a palavra "escoteiros" e outras vezes "escuteiros" porque aquando da criação do escutismo Baden-Powell fundou o Escotismo, sendo essa agora, em Portugal, uma associação chamada Associação de Escoteiros de Portugal (AEP). Mais tarde foi fundada outra associação de escoteiros, mas com a particularidade de serem católicos e de não serem escoteuros com "o" mas sim escuteiros com "u", sendo esta associação o Corpo Nacional de Escutas (CNE).
Site do CNE:
Site do AEP:

Fontes:







Carolina

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Thomas Jefferson (1743 - 1826)

Relacionado com a matéria que demos à bem pouco tempo aqui está uma pequena biografia de Thomas Jefferson.

Thomas Jefferson nasceu na Virgínia a 13 de Abril de 1743. Foi um advogado e político estadunidense, terceiro presidente dos Estados Unidos da América (de 1801 a 1809). Além de ter sido um homem do Estado, foi também um filósofo político, um revolucionário, autor e um espírito elucidativo do Iluminismo.

Ele frequentou o College of William & Mary, tendo depois tentado instituir aí reformas, antes de finalmente vir a fundar a sua própria visão de ensino superior com a Universidade de Virgínia.
Foi o principal autor da Declaração da Independência Americana, e uma fonte de muitas outras contribuições para a cultura americana.






Os interesses de Jefferson incluem a arqueologia, uma disciplina que estava então na sua infância. Ele foi por vezes chamado de "pai da arqueologia", em reconhecimento pelo seu papel no desenvolvimento de técnicas de escavação. Quando explorava um túmulo índio na sua propriedade na Virginia em 1748, Jefferson evitou a prática comum de cavar de cima para baixo até que algo aparecesse. Em vez disso, ele cortou uma cunha do túmulo por forma a que se pudesse caminhar para dentro, observar as camadas de ocupação e tirar conclusões delas.
Jefferson era também um ávido apreciador de vinho e um gastrónomo. Embaixador na França (1784-1789), envolveu-se entusiasticamente nos primeiros acontecimento da Revolução Francesa para os quais ainda não se conhece ao certo a real dimensão da sua intervenção, embora seja evidente. Realizou inúmeras reuniões políticas na sua casa, trocou numerosa correspondência com vários dos protagonistas políticos e inclusive, elaborou projectos de propostas políticas, como seja a de uma «Declaração dos direitos do cidadão». Fez longas viagens pela França e outras regiões vinícolas européias, e enviava os melhores vinhos para a Casa Branca. É conhecido pela sua arrojada declaração: "Nós poderíamos, nos Estados Unidos, produzir variedades de vinho tão boas como aquelas feitas na Europa, não exactamente dos mesmos tipos, mas sem dúvida da mesma qualidade”





















Estátua de Thomas Jefferson numa escola em Virgínia, sua cidade natal

A visão de Jefferson para os Estados Unidos era a de uma nação agrícola de pequenos proprietários lavradores, em contraste com a alternativa proposta por Alexander Hamilton, que desejava uma nação de comércio e da manufactura. Jefferson era um grande crente na singularidade e do enorme potencial dos Estados Unidos da América, sendo frequentemente citado como um precursor do excepcionalismo americano.
Em Março de 1775, é eleito para o 2.º Congresso Continental, em substituição do tio, Payton Randolph, antigo presidente da assembleia, eleito presidente da Assembleia da Virgínia.
Quando chega a Filadélfia, em Junho os combates entre colonos e tropas britânicas generalizaram-se, e George Washington já tinha sido nomeado comandante das forças militares conjuntas das colónias. Escreve, com John Dickinson, Declaração sobre as Causas e Necessidade de Tomar Armas. Em 11 de Junho de 1776, é eleito para a comissão de cinco pessoas encarregues pelo Congresso Continental de preparar uma declaração de independência, que inclui duas personagens com mais peso político que ele - Benjamin Franklin e John Adams. Mas é Jefferson que, tendo já segundo Adams uma reputação de «homem de literatura e ciência, com talento para a composição» e «peculiar facilidade de expressão», será o redactor da Declaração. Após a apresentação de um primeiro esboço, que só será alvo de pequenos cortes, apresentará um novo que foi aprovado pela comissão e entregue ao Congresso. A assembleia debaterá o texto durante 3 dias, fazendo algumas modificações, sobretudo na listagem dos agravos contra o governo do rei Jorge III da Grã-Bretanha.





Os fundamentos do pensamento de Jefferson estavam bem definidos em 1776. O mais importante era o racionalismo científico do Iluminismo europeu. Bacon, Newton e Locke eram a sua trindade de heróis. Tinha evoluído do racionalismo inglês e escocês para o da Europa continental, "abraçando" Montesquieu, Voltaire, Diderot, Holbach e Beccaria, entre outros, o que o aparentava a um filósofo quando esteve em Paris. Para Jefferson, a missão da filosofia já não era reflectir sobre o mundo, mas transformá-lo. O Iluminismo fazia com que Jefferson defendesse o progresso ilimitado do espírito humano e a moralidade intrínseca a todos os homens, professando um deísmo, que não era mais do que uma religião natural.




















Imagem de Thomas Jefferson gravada numa moeda americana

"Cuidar da vida humana e da felicidade, e não de sua destruição, é o primeiro e único objetivo do bom governo."
"Se uma lei é injusta, o homem não somente tem o direito de desobedecê-la, ele tem a obrigação de fazê-lo."
"Eu temo pela humanidade quando penso que Deus é justo."
Thomas Jefferson

Fontes utilizadas:

http://pt.wikipedia.org/
http://pt.wikiquote.org/wiki/Thomas_Jefferson
http://arqnet.pt/


Carolina