Após a 2ª Guerra Mundial, num período da Guerra Fria, Andrei Sakharov é incluído num grupo de cientistas que têm o objectivo de desenvolver armas nucleares. Durante 20 anos, trabalhou nesta área e considerava que o seu trabalho tinha grande importância e era um instrumento "vital para o equilíbrio do poder em todo o Mundo". Contudo, Sakharov começa a aperceber-se que existiam "problemas morais" inerentes ao seu trabalho e a preocupar-se com assuntos biológicos também relacionados com o seu objectivo profissional. É então que, a partir do ano de 1968, este homem sente uma incontrolável necessidade de ver as suas opiniões soció-políticas expostas publicamente. Publica assim uma sua obra - Progresso, Coexistência Pacífica e Liberdade Intelectual - que considera ter sido um determinante ponto de viragem na sua vida e em todo o seu futuro. Contudo, na URSS, foram tecidas muitas críticas a Sakharov devido a esta sua obra, afirmando muita gente que ele estava a ser "demasiado ingénuo e especulativo". É precisamente esta obra que marca a oposição ao regime por Sakharov, ao denunciar várias atrocidades que o regime cometia.
Uns anos depois, a partir de 1970, "a defesa dos direitos humanos e a defesa das vítimas de processos políticos" constituiram-se como grandes objectivos fundamentais para Andrei Sakharov. Deste modo, em 1975, recebe o Prémio Nobel da Paz pela luta que travou em nome dos direitos humanos, ainda que não tenha sido autorizado a ir receber a sua distinção a Oslo e em 1980, ao denunciar a invasão Soviética do Afeganistão, Sakharov é enviado para o exílio. Mesmo encontrando-se longe dos amigos e família, este homem continua a ser perseguido pelo KGB.
Com a chegada de Mikhail Gorbatchev ao poder e com a aplicação de reformas políticas de liberalização (Perestroika e Glasnost), Sakharov consegue então, em 1986, regressar a Moscovo. Após regressar, Andrei consegue ainda um cargo político como membro no Congresso dos Deputados do Povo e, apesar de se viver um período de relativa abertura política e social, ele defende que as reformas deveriam "ir muito mais além". Acaba por morrer a 14 de Dezembro de 1989, devido a um enfarte do miocárdio.
São inúmeras as homenagens que ainda se prestam a Andrei Sakharov. Para além de existirem algumas insituições com o seu nome que lutam pelos direitos humanos, foi instituído um prémio, também com o seu nome, pela União Europeia para destacar e homenagear aqueles que lutam pelas liberdades e direitos de todos.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Andrei_Sakharov
http://nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1975/sakharov-autobio.html
Carolina





















William Carr Beresford foi um militar irlândes severo e disciplinador, enviado pela Grã-Bretanha para reorganizar o exército português, após a primeira invasão francesa, preparando-o para resistir às tropas napoleónicas. Anteriormente, tinha sido governador e comandante-chefe, durante seis meses, na Madeira, para evitar a ocupação da ilha pelos franceses. Rejeitava as novas ideias liberais, imaginava conspirações e reprimia-as severamente.
























