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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nicolau II - o último czar da Rússia



Nicolau II foi o último monarca russo da dinastia Romanov.

Praticava uma política absolutista e por vezes cruel, o que leva muitos historiadores a considerá-lo um monarca a quem faltava sentido político.

O povo Russo encontrava-se bastante descontente devido à Grande Guerra Mundial e á desigualdades sociais. A classe operária estava fortemente influenciada pelas ideias comunistas e faziam inúmeras greves incontroláveis.

Em Fevereiro de 1917 dá-se a Revolução Russa e a 3 de Março, desse mesmo ano, o Rei Nicolau II abdica do trono. Em 1918, juntamente com a mulher Alexandra e os filhos, foi assassinado pelos Bolcheviques.

Durante muitos anos circularam lendas que evocavam a sobrevivência de alguns membros da família real. Só na década de 90 é que os cientistas, através de análises ao ADN, provaram que ninguém tinha sobrevivido.

Em 2000, depois de muitos debates, a família Romanov foi canonizada, pela instituição Ortodoxa dentro da Rússia, como “Portadores da Paixão” , ou seja, pessoas que enfrentaram a morte com humildade Cristã.


Fonte:
Diciopédia
http://romanov.blogs.sapo.pt/5108.html
Marta Lopes

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Molière


Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, baptizado em Paris a 15 de Janeiro de 1622, foi um dramaturgo francês, além de actor e encenador. É considerado um dos mestres da comédia satírica. Teve um papel de absoluta importância na dramaturgia francesa, até então muito dependente da temática da mitologia grega. Usou as suas obras para criticar os costumes da época, criando o lema "ridendo castigat mores". É considerado o fundador, indirecto, da Comédie-Française. Dele, disse Boileu: Dans le sac ridicule où Scapin s'enveloppe je ne reconnais plus l'auteur du Misanthrope - ("No saco ridículo onde se envolve Scapin, não reconheço mais o autor de O Misantropo"). Como encenador, ficou também conhecido pelo seu rigor e meticulosidade.

Filho de um artesão parisience (Jean-Baptiste Poquelin), Poquelin ficou órfão da mãe (Marie Cressé) quando ainda era criança. Entrou em 1633 na prestigiada escola de Jesuítas do Collège de Clermont, onde completou a sua formação académica em 1639.
Quando chegou aos 18 anos, o seu pai passou-lhe o título de Tapissier du Roi (Tapeceiro ordinário do rei), e o cargo associado de valet de chambre (criado de quarto), pelo que teve desde cedo contacto com o rei.

Desde cedo se interessou pelo teatro que estava muito na moda na altura. Em Junho de 1643, juntamente com a sua amante Madeleine Béjart e um irmão e uma irmã dela, fundou a companhia (troupe) de teatro L'Illustre Théâtre, mas esta companhia foi a falência e valeu algumas semanas de prisão a Molière por causa das dívidas.
Molière chegou a Paris em 1658 onde apresenta no Louvre a tragédia Nicomède de Corneille e a sua pequena farça Le docteur amoureux (O Médico Apaixonado), com algum sucesso. Data desta altura o témino da relação de mecenato que mantinha com o príncipe de Conti, já que a companhia passa a ser a Troupe de Monsieur (o Monsieur era o irmão do rei) e com a ajuda do novo mecenas, junta-se a uma famosa companhia local italiana dedicada à commedia dell'arte.Estabelece-se definitivamente no teatro do Petit-Bourbon, onde, a 18 de Novembro de 1659, faz a estreia da sua peça Les Précieuses ridicules ("As Preciosas Ridículas").

Em 1662 muda-se para Versalhes, onde o rei Luís XIV lhe concede uma pensão e torna-se o patrocinador oficial da sua companhia.
Molière estabelecera uma amizade com Jean Baptiste Lully o que o levou a escrever algumas peças apresentadas em Versalhes.
A última obra de Molière foi Le Malade Imaginaire ("O Doente Imaginário"), hoje uma das suas peças mais conhecidas e com números musicais de Marc-Antoine Charpentier.

Em 17 de janeiro de 1673, enquanto representava no palco o protagonista de sua última obra, Le Malade imaginaire, Molière sofreu um repentino colapso e morreu poucas horas depois, em sua casa de Paris. Como se assinalou com frequência, não é de estranhar que o mestre do duplo sentido e da dissimulação tenha encerrado a vida e a carreira no momento em que encarnava um falso doente.

Principais obras:
- Tartuffe
- Don Juan
- Le misanthrope


Curiosidades: Em 2007 foi lançado um filme sobre a vida de Molière. Molière(Filme) de Laurent Tirard. Em baixo o trailer deste filme.




Gonçalo

terça-feira, 6 de janeiro de 2009


O Absolutismo

O Absolutismo é uma teoria política que defende que uma pessoa, normalmente um monarca, deve deter um poder absoluto, isto é, independente de outro órgão, seja ele judicial, legislativo, religioso ou eleitoral.
Em Portugal, o absolutismo passou por várias fases de desenvolvimento num sentido crescente do aumento de autoridade e concentração do poder nas mãos dos reis. Contudo, não se pode determinar com muita precisão o período em que a monarquia portuguesa já se encontra estruturada em bases absolutistas. Outrora, devemos entender o regime absolutista português como um processo de longa duração.
Durante os séculos XVI e XVII, diversos pensadores procuraram justificar o poder absoluto dos monarcas. A principal obra de Nicolau Maquievel, "O príncipe", escrita para responder a um questionamento a respeito da origem e da manutenção do poder, influenciou os monarcas europeus, que a utilizaram para a defesa do absolutismo. As acções do Estado são regidas pela racionalidade e não pela moral.

Filipe Santos