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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Aristides de Sousa Mendes (1885 - 1954)

Aristides de Sousa Mendes foi um diplomata português que, ao exercer as funções de Cônsul de Portugal em Bordéus, concedeu milhares de vistos ( cerca de 30 mil ) a refugiados que eram perseguidos pela Alemanha Nazi, num contexto de Segunda Guerra Mundial. Devido a este acto heróico e extremamente solidário, Sousa Mendes é hoje conhecido um pouco por todo o Mundo como um herói, um "Justo entre as Nações", título que lhe foi de facto concedido pelo Memorial de Yad Vashem, um memorial em Israel que tem como principais objectivos os de relembrar as vítimas judaicas e todos os homens que salvaram vidas de judeus perseguidos durante o Holocausto.

Para quem quiser saber mais sobre Aristides de Sousa Mendes:
Aristides de Sousa Mendes


Apercebendo-se da grandiosidade do seu acto, ínúmeras instituições têm, até hoje em dia, feito homenagens a este homem. Em 2000, é criada a Fundação Aristides de Sousa Mendes com a finalidade de promover o respeito pelos direitos humanos, tendo como referência a acção humanitária de Aristides. Esta fundação tem a seu cargo a responsabilidade de restaurar a "Casa do Passal", habitação que pertencia à família de Aristides, e assim criar um museu alusivo a este homem e ás vítimas do Holocausto.

Deixo aqui o site da Fundação:




Até ao momento, esta fundação tem reunido esforços no sentido de cumprir a sua missão mas uma vez que, por questões financeiras, não lhe é ainda permitido iniciar o restauro da Casa do Passal, o museu que lá se pretende criar é um museu virtual.

Deixo também o site do Museu:

MVASM - Museu Virtual Aristides de Sousa Mendes



Fontes:

sites indicados em cima

Carolina

domingo, 17 de janeiro de 2010

2ª Guerra Mundial-Holocausto

Fechámos o conjunto de 7 posts dedicados aos 70 anos da 2ª Guerra Mundial. É preciso agora avaliar os trabalhos que realizaram, com um tempo muito apertado, usando cronologias. Nuns casos fez-se mais a interpretação do que noutros, mas a evocação – que, espero, tenha alimentado mais um pouco o “bichinho” que prolongue o interesse em aprofundarem o tema com outras leituras, agora e no futuro, como cidadãos responsáveis que querem conhecer  – fica feita.
Para fechar o tema deixo-vos, como sugestão, uma publicação recente:

Estou a lê-lo: é uma leitura difícil, e de tal forma, à medida que os anos passam, o tema se torna para mim cada vez mais insuportável, que penso em não continuar ; repiso nas palavras de Vassili Grossman que abrem o livro, para não o fazer:

Mesmo quando ela é terrível, o escritor deve dizer a verdade e o leitor deve conhecê-la. Virar costas, fechar os olhos, passar adiante é insultar a memória dos que pereceram.
Julgo ser a publicação mais recente sobre o tema do “Shoa”. Trata-se de um inesperado relato de Chil Rajchman, um judeu polaco que foi um dos raros sobreviventes (julga-se que 57 entre os cerca de 750.000 que foram enviados para a morte) do terrível campo de Treblinka, na Polónia ocupada, a menos de 100 km a nordeste de Varsóvia. O seu autor conservou este testemunho, escrito logo após a sua fuga bem sucedida do Campo, em Agosto de 1943, e com ele foi para o Uruguai onde constituiu família e faleceu há poucos anos. Publicou-se em 2009 o texto pela primeira vez, em França, com um prefácio contextualizador da investigadora do CNRS, Annette Wieviorka, que a fechar diz: “A acuidade e a crueza da descrição, a violência de um relato isento da estereotipia que por vezes encontramos nos relatos tardios dos sobreviventes deveria fazer esta obra entrar para o cânone dos grandes textos da literatura do desastre”.
Foi publicado em Portugal pela Teorema, em Setembro passado.