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quinta-feira, 25 de novembro de 2010
VORTICE DANCE no CAE
Este não é propriamente um Blog virado para a divulgação cultural, mas não deve alhear-se de espectáculos que pela sua dimensão ou relevância nessa área, mereçam destaque.
Foi o caso do Mertens. Vai ser o caso do espectáculo que a Companhia de dança residente no CAE - a "Vórtice Dance" - vai voltar a apresentar no próximo sábado 27.
Neste caso com uma vertente adicional: o texto de fundo que acompanha e, de algum modo, estrutura o espectáculo, tem uma dimensão histórica "aguda", quer seja pela força do texto, em defesa da liberdade, contra a tirania e a opressão que o fascismo e o nazismo estavam a impor aos europeus nos anos 20 e 30, (contexto histórico do manifesto que essas palavras constituem), quer seja pela força artística do seu autor e do filme donde foi retirado - Charlie Chaplin e o seu poderoso filme "O Grande Ditador", que ele escreveu, realizou e editou nos EUA em 1940.
Ainda mais uma razão para tentarem ir ver (ou o sugerirem lá em casa): metade das receitas revertem para a APAFF, a Associação de Protecção Animal da Figueira da Foz.
Como já há um post cá pelo Blogue sobre o espectáculo - e também sobre a Vórtice Dance! -, remeto-vos para ele.
http://oficinadahistoriad.blogspot.com/search/label/Dan%C3%A7a
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terça-feira, 22 de junho de 2010
"Vortice Dance"
Eles estão por cá, como chegámos a falar. São agora uma Companhia residente do CAE. Um acréscimo do maior significado para a vida cultural figueirense. São a "Vórtice Dance".
Nos princípios de Junho apresentaram-se à cidade com o espectáculo que têm vindo a apresentar, no país e no estrangeiro: "Soliloquy about Wonderland"
A cidade reconheceu-os. A sala estava cheia. Faltou - e não compreendo porquê! - o documento de apoio ao espectáculo, referindo a obra e, mais importante ainda, os seus autores e intérpretes. A cidade viu dançar a "sua" Companhia, mas não pôde saber quem dançou, quem são, que percurso já fizeram, o que pretendem fazer da dança...
O espectáculo foi muito interessante e criativo, nalguns momentos mesmo, experimental. Visualmente foi muito poderoso. Aqui e ali "piscou os olhos ao público", com alguns efeitos mais espectaculares, mas que, na maioria, não pareceram estar para conseguir uma adesão mais "fácil" do público, mas que me parecem ligados ao tipo de trabalho que pretendem realizar, em função das concepções que têm sobre o bailado clássico e contemporâneo.
Teve ainda como elementos centrais as palavras do fortíssimo discurso de Charlie Chaplin, no final do filme "O Grande Ditador", e muita boa música, com relevo para a de Philipe Glass, que ainda não consegui situar totalmente.
Porque gostei e julgo que não estiveram, deixo-vos um vídeo de apresentação da Companhia pelos seus fundadores - Cláudia Martins e Rafael Carriço - e um excerto do espectáculo, num dos seus momentos mais centrais e tocantes. No Youtube estão lá muitos outros momentos que sabe muito bem recordar. Aconselho vivamente!
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