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domingo, 24 de janeiro de 2010

Cinema em Portugal – “ A Canção de Lisboa “ (1933)

Sendo a primeira metade do século XX uma época em que se verifica uma grande expansão do cinema, Portugal não fica imune a este crescimento e este filme é um bom exemplo disso.

A Canção de Lisboa foi o primeiro filme sonoro feito em Portugal. Realizado em 1933 por José Cottinelli Telmo, que curiosamente não era cineasta mas sim um conhecido arquitecto, este filme inaugura o género cinematográfico A Comédia Portuguesa.
Este foi um filme que teve bastante sucesso, não só a nível nacional, mas também relativamente aos territórios de Ultramar e Brasil devido, principalmente, ao forte carácter tipicamente nacional das personagens. Neste filme participaram grandes nomes do cinema português, ainda hoje bastante conhecidos e queridos dos portugueses, como é o exemplo de Vasco Santana, Beatriz Costa e António Maria da Silva, personagens principais deste enredo. Também deve ser destacado o nome de Manoel Oliveira que participou neste filme, tendo um papel secundário.


Vasco Santana e Beatriz Costa encarnando as suas personagens


Para além de contar com grandes actores portugueses, a produção deste filme também contou com o apoio de Almada Negreiros, um multifacetado artista português que concebeu alguns cartazes publicitários ao filme.


Um dos cartazes publicitários ao filme

Enredo de "A Canção de Lisboa":

Vasco Leitão, personagem encarnada por Vasco Santana, é um jovem estudante na Faculdade de Medicina de Lisboa mas que prefere levar uma vida boémia - indo a arraiais, cantando fado e, principalmente, conquistando mulheres - do que dedicar-se aos estudos. Contudo, mente às suas tias, que vivem em Trás-os-Montes e nunca visitaram Vasco, com o objectivo de que elas pensem que Vasco é um aluno cumpridor e dedicado. Namora com Alice, personagem encarnada por Beatriz Costa, para grande descontentamento do pai, o Alfaiate Caetano, personagem interpretada por António Maria da Silva. A situação de Vasco complica-se quando chumba no exame de Medicina e, no mesmo dia, recebe a notícia de que as suas tias o visitarão em breve. Ao longo de todo o filme, Vasco viverá engraçadas peripécias e enfrentará grandes azares de que, certamente, os espectadores gostarão pelo lado cómico da situação.



Cena do filme protagonizada pelos actores Vasco Santana e Beatriz Costa
Bem mais tarde, em 2005, Filipe lá Féria, um conhecido encenador português, adapta este filme para uma peça de teatro musical. Com o mesmo nome do filme, este musical pretende constituir-se como uma homenagem a Lisboa e à Comédia Portuguesa.



Cartaz publicitário ao musical "A Canção de Lisboa" de Filipe Lá Féria

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Can%C3%A7%C3%A3o_de_Lisboa
http://www.citi.pt/cultura/teatro/artistas/beatriz_costa/cancao_lisboa.html
http://www.youtube.com/watch?v=avcYEZGHp54


Carolina

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Surrealismo em Paris


Man Ray : « Lee Miller's Neck ? », Paris 1929
© Man Ray Estate. All rights reserved. Lee Miller Archives, England 2009 / Man Ray Trust / Adagp, Paris 2009
 
 
Está a decorrer em Paris - há uns meses já - uma exposição de trabalhos surrealistas da área da Fotografia e Cinema.

http://www.centrepompidou.fr/Pompidou/Manifs.nsf/0/6C44A42D3D8F05E4C12575CC0033082B?OpenDocument&sessionM=2.2.2&L=1

São mais de 400 trabalhos! Claro que Paris não é ali e, portanto, já o sabemos, ir lá não será possível... mas é! Afinal não é para isso que as TIC estão a ser cada vez mais o que querem ser?! Vá lá: afinal é tão simples como o clic das teclas que escrevem isto - vão lá!!

Deixo, entretanto, o clip promocional do Museu, muito bom!



Mas também um link para um site com um diaporama cheio de reflexões e afirmações que só podem ampliar os nossos conhecimentos sobre o tema. E ñão esqueçam: nunca regresssamos os mesmos das viagens que fazemos...

http://www.dailymotion.com/video/xbcaxf_la-subversion-des-images-parcours-d_creation

FM

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Piet Mondrian

Um dos meus pintores preferidos. Gosto principalmente da fase neoplasticista, do abstraccionismo muito simplista, apenas com as cores primárias e linhas pretas...


Pieter Cornelis Mondriaan, nasceu em Amersfoort, Holanda, a 7 de Março de 1872 e morreu em Nova Iorque, EUA,  a 1 de Fevereiro de 1944.
Modrian foi um pintor modernista, participou no movimento do Neoplasticismo e colaborou com a revista De Stjil.


Quando se iniciou na pintura, o seu trabalho era influenciado pelas correntes naturalista, impressionista e mais tarde, pós-impressionista.




                                                              Árvores à luz da lua, 1908


Após visitar uma exposição que incluía trabalhos de Picasso e Braque no museu Stedelijk, em Amsterdão, 1913, a sua obra passou a apresentar influência cubista.


                                                          Composição (Árvore), 1913


Pouco depois, quando foi morar para Paris, a sua pintura ganhou novos procedimentos com relação a cores e formas. A sua abstracção tenderia progressivamente para a precisão geométrica, dando origem ao Neoplasticismo. A partir de 1917 até à década de 40, a sua obra é principalmente neopltasticista.




                                       Composição com vermelho, amarelo e azul, 1921                                                                           
Nos últimos anos de vida, quando vai viver para Nova Iorque,  começa a libertar-se das suas próprias regras "fugindo" à ideia inicial de Neoplasticismo.


                                                      Broadway Boogie Woogie, 1942-1943


Fontes:


http://www.wikipédia.pt
http://www.artchive.com/artchive/M/mondrian/broadway.jpg.html
http://www.mondrian.kit.net/


Gonçalo




Rik Lina

Pessoalmente não conhecia este pintor holandês, adepto da corrente surrealista, mas depois de ver os seus quadros achei que devia fazer um post sobre ele. Rik Lina nasceu em Valkenburg-Houthem, uma localidade da Holanda, tendo crescido em diversas cidades deste mesmo país. Entre os anos de 1962 e 1972 viajou por toda a Europa e África.




Angel Falls, 1993





City Jungle, 1993


Em 1972, apresentou as suas primeiras exposições a solo num museu em Amesterdão, capital da Holanda, tendo também colaborado com algumas revistas holandesas como a MOKSHA e BRUMES BLONDES.




Secret language, 1993




Serpent sun - tripych, 1994





Jungle fever, 1995

Nos anos seguintes, Rik Lina promove as suas exposições em diversos países como Paris, Hannover, Poznan, Londres, Zielona Gora, Leiden, Leeuwarden, Santiago de Chile, São Paulo, entre outros.




Pentration, 2004




Face of chaos, 2006

A partir de 2000 começa a estabelecer ligações com Portugal, nomeadamente com a Fundação Cupérnico de Miranda, em Famalicão, participando em 2004 numa exposição "O Surrealismo Abrangente", também nesta Fundação.

Para além destas exposições em Famalicão, em território português, Rik Lina já participou em exposições em cidades como Coimbra e Porto.




Folheto de publicidade a uma exposição de Rik Lina na Fundação José Rodrigues, no Porto


Fontes:
http://www.matta-art.com/lina/lina.htm
http://www.riklina-art.nl/
http://www.janholleman.com/01rikJ_e.html

Carolina

Cândido Costa Pinto (1911-1976)

Cândido Costa Pinto foi um pintor, caricaturista e ilustrador surrealista figueirense.

Os pintores que adoptavam e adoptam ainda esta corrente artística recorriam/recorrem muitas vezes ao absurdo, o irracional, o insólito, delírio, ao incosciente na criação das suas obras. Esta corrente pretendia ultrapassar a realidade, indo para além dela.

Na década de 1940, Cândido Costa Pinto fez diversas capas para a Colecção Vampiro, da editora Livros do Brasil:






















































Em 1947, relançou o Grupo Surrealista de Lisboa do qual faziam parte figuras como Mario Cesariny, Alexandre O'Neil, entre outros.



Fontes:
http://www.pitoresco.com.br/portugal/portugal/34_cand_cos_pin/candido.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2ndido_Costa_Pinto


Carolina

Gerardo Dottori - (1884-1977)

Gerardo Dottori foi um pintor futurista, e como tal propunha medidas radicais no sentindo de ruptura com o passado, valorizando as máquinas, o movimento, a velocidade e o futuro.





Quando era jovem, estudou na Academia de Artes, em Perugia e trabalhou também como decorador. Em 1910 começou a trabalhar com a revista Deffense dell' Arte. Em 1912, aderiu ao primeiro grupo futurista em Umbria, uma terra da região central de Itália.





























Mais tarde, em 1920, tomou conhecimento de uma revista futurista que existia em Perugia, a terra onde viveu a maior parte da sua vida.Griffa! era o nome dessa tal revista que Dottori utilizou como meio de difusão das suas idéias futuristas. Nesse mesmo ano, teve a sua primeira exposição em Roma. Quatro anos depois participou num congresso onde defendeu a sua tese sobre Futurismo Rural. Ao longo da sua carreira, Gerardo Dottori assinou vários manifestos futuristas.

















Nomes das obras:
1- forme dinamiche, 1927
2- partita di calcio, 1928
3- ciclista,1914
4- temporale citta, 1919
5- crucifixion,1928
6- Sintesi di laghi 1937
7- venezia festa, 1932
8- lago umbro, 1942
9-  tempesto sur lago, 1938
 

Fontes:


Carolina


A "segunda Escola de Viena"



Agrupa-se nesta designação (depois de se terem agrupado na designação de "1ª Escola de Viena a obra de três gigantes da música ocidental: Joseph Haydn, Mozart e Beethoven) a obra de três importantes compositores austríacos bastante ligados entre si: Schonberg (1874-1951) e dois dos seus principais alunos, Alban Berg  (1885-1935) e Anton Webern (1883-1945).

O seu mérito conjunto foi o de terem sido os pioneiros dos novos caminhos da música, nos anos 10-20 do século XX. A ruptura que protagonizaram levou-os à "música atonal" e à construção de um novo processo de escrita: o dodecafonismo.

Deixo-vos depois do Pierrot Lunaire, com uma das obras mais emblemáticas de Alban Berg - a sua "Suite Lírica", de 1925-1926 - elucidativa quanto aos caminhos que resultaram das rupturas verificadas na arte musical do período que estudámos.



FM

Cândido Costa Pinto (1911-1976)

Foi um dos nossos primeiros pintores surrealistas e nasceu na Figueira da Foz.

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2ndido_Costa_Pinto

Há poucos anos atrás o Museu Municipal organizou uma exposição monográfica, de que há um Catálogo, consultável na Biblioteca Municipal e que está à venda no Museu.

Aí vai dele a "Aurora Hiante" (1942), como prometido.





Já agora, deixo uma outra obra - Cadavre exquis - emblemática do 1º surrealismo português, colectiva, feita em 1948 pelos pintores António Domingues, Fernando de Azevedo, António Pedro, Vespeira e Moniz Pereira. As afinidades com a "Aurora" do Cândido são evidentes.




FM

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Manifestos dos pintores futuristas


O grupo futurista italiano em Paris.Da esquerda para a direita: Carrá , Russolo, Marinetti, Boccioni e Severini.




Falámos deles - dos manifestos do Futurismo! - nas aulas. Deixo-vos um pequeno filme com o 1º, do Marinetti, com documentos da época. Só não sei de quem é a voz...




Divulgar aqui o mais difícil de encontar (o segundo, de Fevereiro de 1910, dos dois primeiros), pode ajudar para fazerem uma leitura na totalidade (até porque é bem pequeno). Pelo meio ficam outras dicas complementares e outro filme com vários trabalhos de pintura (ainda por cima com música óptima! do Wim Mertens, de quem já vos falei aqui no blogue!)

http://www.prof2000.pt/users/tomas/manifestos.htm

http://www.futurismo.noradar.com/artistas_do_futurismo.htm

http://aeiou.guiadoestudante.pt/exames/P_123_2F_2006.pdf





FM