quinta-feira, 28 de maio de 2009

John D. Rockefeller


John Davison Rockefeller Nixon, nasceu a 8 de Julho de 1839 em Richford, Nova Iorque e faleceu em 23 de Maio de 1937 (97 anos) em Ormond Beach, Florida.

A sua origem familiar é modesta. A mãe era muito religiosa e passou para os seus filhos esses ideiais. O pai teve pouco dinheiro para vestir os quatro filhos e duas filhas. Na escola, John Rockefeller foi bom aluno a Matemática. De resto, suas notas na escola foram normais. Concluiu a escola secundária e procurou um emprego.

A 26 de Setembro de 1855 em Cleveland, para onde se tinha mudado com a família, Rockefeller começa o seu primeiro emprego. A partir daqui vai festejar todos os anos o aniversário do seu primeiro emprego: o seu "Jobday". Era contabilista num grande armazém de retalho. Como ele diz, o trabalho "deu-me uma nova identidade". Às seis e meia da manhã começava o seu dia, trabalhando por vezes até à noite, apesar de não receber pelas horas extraordinárias.

Em 1859, três anos e meio depois do seu "Jobday", pede um aumento ao seu patrão, que foi recusado. Rockefeller acha que já aprendeu o suficiente. Despede-se e funda o seu próprio negócio. Juntamente com o seu amigo inglês Oscar Monchito, fundou um armazém de retalho. Os negócios florescem. Os EUA crescem, imigrantes chegam ao país. Na guerra civil americana, vendem comida e roupa para os soldados. Negociam com farinha, sal, sementes, carne de porco e uns anos depois começaram também a comerciar um novo produto: Petróleo da Pennsylvania, usado para os lampiões, nas habitações.

Comprou com o seu sócio uma pequena refinaria. Recorrendo ao crédito investiu na expansão da empresa.

Vai acabar por comprar a totalidade da empresa em 1865. Com um novo sócio, Henry Flagler, antigo produtor de sal, funda a Standard Oil Company.

A Standard Oil beneficiou de economias de escala e transformou-se na maior empresa de petróleo do mundo. Numerosos concorrentes foram absorvidos, a produção aumentou e os preços tornaram-se competitivos. Inicialmente o petróleo era transportado nos comboios, mas mais tarde, foram construídos os primeiros oleodutos. A indústria do petróleo floresceu e a Standard Oil tornou-se a líder deste novo mercado, tornando-se um monopólio.

No início dos anos 80 (séc. XIX), a Standard Oil e as suas dependentes controlavam cerca de 90% das refinarias americanas.

Este monopólio durou algumas décadas, até que em 1911 o tribunal supremo decidiu o desmantelamento da empresa e ordenou a criação de 34 pequenas novas empresas, das quais emergiram a Exxon, Chevron, Atlantic, Mobil e a Amoco, mas continua no controle das Empresas Rockefeller. Nesta altura, John Rockefeller já se tinha reformado. O homem mais rico do mundo, dedicava-se agora às suas obras de beneficência. Financiou a criação da Universidade de Chicago, escolas, museus, bibliotecas, o mais moderno instituto de pesquisa médica...

A família Rockefeller hoje é das famílias mais poderosas do mundo, sendo considerada a mais rica e a mais influente. Pode-se dizer que a família Rockefeller tem mais prestígio que a família Real Britânica.

Com cerca de 90% de toda a produção de Petróleo e derivados, John Rockefeller monopolizou o mercado americano e durante anos foi o homem mais rico do mundo, e segundo o New York Times, é considerado o homem mais rico da História, com uma fortuna estimada de 200 Biliões de dólares (200.000.000.000.00$).



John D. Rockefeller e o filho John D. Rockefeller Jr. em 1915




(o vídeo não tem legendas, mas é muito bom, é do canal "História")

Fontes: Wikipédia e youtube

Gonçalo

terça-feira, 19 de maio de 2009

Isaac Albéniz (1860-1909)



Comemoraram-se ontem os 100 anos do desaparecimento deste importante compositor espanhol.


Aos 4 anos começou a tocar piano, instrumento em que se notabilizou particularmente. Famosas são as suas Suites espanholas, das quais a Opus 47 é a mais conhecida e tocada, sobretudo depois da sua transcrição para guitarra. O seu 5º andamento, "Astúrias", é frequentemente indicado como um dos exemplos mais reveladores da sensibilidade cultural espanhola.




Depois dos estudos em Leipzig, Bruxelas e da vida posterior em Londres e Paris (anos 90), morreu no dia 18 de Maio de 1909. Entre 1905 e 1909, compõe "Ibéria". As 12 peças que formam a Suite Ibéria de Isaac Albéniz, (...) não são somente a sua maior criação, mas também, a maior obra para piano vinda de Espanha. São 12 Impressões ou “Postais”, que nos fazem viajar pela Espanha do início do Séc. XX.

FM


sábado, 16 de maio de 2009

A formação de portugal




Portugal nasceu e consolidou-se como reino independente e definiu as suas fronteiras em estreita ligação com o processo da Reconquista cristã peninsular.



Por isso podemos dizer que o nosso País é um produto da Reconquista.



Ao longo do tempo Portugal foi-se definindo e consolidando o território e a autonomia política.
Na Reconquista já é feita uma distinção entre concelhos rurais e concelhos urbanos, sendo os primeiros constituídos por pequenos grupos de povoadores, enquanto os segundos se dividiam em burgos, onde as pessoas viviam dependentes do poder senhorial e onde uma carta de foral concedia aos seus moradores igualdade de direitos.



Os concelhos criados ou legalizados pelos forais, dispunham de graus variáveis de autonomia. Esta exprimia-se nomeadamente, através da existência de uma assembleia e de magistrados locais eleitos, na garantia das liberdades individuais e na exclusão do exercício dos direitos senhoriais na área municipal e era simbolizada pelo uso de um selo próprio e pela existência do pelourinho.



O rei era o maior e mais poderoso dos senhores, reservando para si, em exclusivo, certos direitos, como o de justiça maior, o comando militar e a cunhagem da moeda.



A partir do século XIII, a reestruturação central e local e a abertura das Cortes à participação dos representantes dos concelhos vieram dar mais força e autoridade à realeza para combater a expansão senhorial.
Manel

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Geoparque de Arouca Património Mundial

Uma das trilobites famosas...

As célebres "pedras parideiras" da Serra da Freita
E o trabalho pedagógico junto dos mais novos...

No dia 22 de Abril passado, Dia Mundial da Terra e Dia Nacional do Património Geológico, pudemos saber que o Geoparque Arouca viu reconhecidos os seus esforços e a qualidade dos seus valores naturais, ao ser classificado pela UNESCO como Património Mundial. Em simultâneo foi integrado oficialmente na Rede Europeia e Global de Geoparks, que a UNESCO tutela.

Inaugurado no final de 2007, o Geoparque de Arouca abrange uma área de 327 quilómetros quadrados e reveste-se, segundo a UNESCO, de "particular importância pelo seu carácter científico, raridade, encanto estético e valor educacional".
Em causa está, portanto, "um território de excepção", sublinha o paleontólogo Artur Sá, coordenador científico do Geoparque de Arouca e docente do Departamento de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
"Com a integração na Rede Europeia de Geoparques, Arouca passa a ter o selo de garantia da UNESCO", adianta.

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/512937

Segundo a definição da European Geoparks Network (EGN/UNESCO), um Geoparque é «um território de limites bem definidos com uma área suficientemente grande para servir de apoio ao desenvolvimento sócio-económico local. Deve abranger um determinado número de sítios geológicos de relevo (geossítios) com especial importância científica, pedagógica e turística, que seja representativo da sua história geológica, eventos e processos. Deverá possuir ainda interesses ao nível da ecologia, da arqueologia, da história e da cultura, entre outros».

O Geoparque Arouca, correspondendo à área administrativa do Concelho de Arouca, é reconhecido pelo seu excepcional Património Geológico de relevância internacional, com particular destaque para as Trilobites gigantes de Canelas, para as Pedras Parideiras da Castanheira e para os Icnofósseis do Vale do Paiva.
O valioso e singular Património Geológico inventariado, cobrindo um total de 41 geossítios, constitui a base do projecto Geoparque Arouca, aliados a uma estratégia de desenvolvimento territorial que assegurará a sua protecção, dinamização e uso. Em simultâneo e em complementaridade, associam-se outros importantes valores como os arqueológicos, ecológicos, históricos, desportivos e/ou culturais e ainda a promoção da etnografia, artesanato e gastronomia da região, tendo em vista a atracção de um turismo de elevada qualidade baseado nos valores da Natureza e da Cultura.
Muitos destes sítios de interesse encontram-se integrados na intensa Rede de Percursos Pedestres, num total de 13, numa perspectiva de valorização e divulgação e promoção deste inestimável património.

http://www.geoparquearouca.com/?p=geoparque&sp=ogeoparquearouca

Pois é mesmo uma notícia saborosa! Tenho família nessa região e tenho comigo uma dessas trilobites gigantes - que são consideradas as maiores do mundo - que obtive em Canelas junto do dono da pedreira que está na origem do Museu e do processo subsequente. Na altura - já lá vão mais de 10 anos -, ainda não tinham a importância que hoje os estudiosos lhes reconhecem e, por isso, ainda a trouxe como oferta (embora não fosse do lote das melhores, claro), junto com uma outra, que tenho utilizado na escola.
FM

sexta-feira, 1 de maio de 2009

1º de Maio












Em 1974, dias depois do 25 de Abril vitorioso...




FM

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Blogue...para que te quero (3)




O professor que "incomoda" a ministra. Foi desta forma que o Expresso de 10 de Abril passado titulava um trabalho sobre o autor de um blogue com cerca de 4 milhões (!) de visualizações em 2008: o professor Paulo Guinote e o seu "Educação do meu umbigo".

É a minha ajuda 3! Ora façam o favor de espreitar! http://educar.wordpress.com/
FM

Abraham-Louis Breguet (1747-1823)







Uma vez que os estudos sobre a concentração industrial no século XIX nos levaram a exemplos ligados à relojoaria - uma das indústrias que, a partir de 1850, mais intensamente viveu os processos de racionalização do trabalho e da produção, e da estandardização e construção de mecanismos com peças intermutáveis - e à referência a algumas das marcas inseridas no Grupo Swatch, onde pontifica a Breguet, julgo ser útil deixar algo sobre aquele que muitos consideram ser o maior relojoeiro de todos os tempos - o suíço (Neuchâtel) Abraham-Louis Breguet (1747-1823).

Em França e Inglaterra reuniu os conhecimentos disponíveis da relojoaria do seu tempo. A partir de 1775 criou a sua própria manufactura e nela produziu algumas das maiores invenções relojoeiras de sempre: escapamentos com cortes para compensação térmica; o uso de rubis cilíndricos; um mecanismo de corda automático, "perpetuelle"; a "chave Breguet" (chave que protegia o mecanismo quando se dava corda) e, a maior entre todas, o "turbilhão" (mecanismo para evitar as distorções provocadas pela gravidade http://vistodedentro.blogspot.com/2008/01/ainda-os-relgios-mecnicos-o-turbilho.html).

Fica o convite para algumas pesquisas... e imagens de dois dos exemplos mais famosos da sua produção: o primeiro, o do turbilhão, montado num relógio "Arnold"; o segundo, o do célebre "Maria Antonieta" que depois de roubado regressou ao Museu onde repousa(http://www.relogioserelogios.com.br/noticias_site.asp?idNoticia=329&idEntidade=21)!

Tomei conhecimento,entretanto, da exposição que em Paris, no Museu do Louvre, vai mostrar até Setembro vários dos relógios de produção Breguet. Junto um filme de promoção da mesma que apanhei no youtube.



FM

terça-feira, 28 de abril de 2009

O Papalagui


O PAPALAGUI (Ed. Ilustrada)
Tuiavii de Tiávea


Tradução: Luiza Neto Jorge
80 páginas - € 13
Ano da Edição: 1982

Este livro não pode ser visto isoladamente. Insere-se numa tradição literária secular e numa mitologia de vigor excepcional: o sonho do paraíso terrestre. Este sonho fixa-se no séc. XVII nos mares do Sul que começam então a ser explorados sistematicamente. Tudo ali se procura, naquelas regiões longínquas do Pacífico: um clima feliz, uma natureza generosa onde sobrevive o «bom selvagem» de Rousseau, inocente e nu, libertado das pressões do dia-a-dia e sem necessidade de trabalhar.
O Papalagui é sem dúvida o maior êxito de vendas na Antígona, tendo já ultrapassado 100 000 exemplares. De leitura obrigatória nas escolas secundárias, supera todavia a recomendação oficial que do livro foi feita, podendo considerar-se um texto a seguir no séc. XXI. A sua mensagem coloca o ser humano perante um indisfarçável desejo de viver.
(http://www.antigona.pt/html/apresenta.html)

Agora que abordámos os desenvolvimentos do Capitalismo Financeiro no último quartel do século XIX e nele vimos despontar a força da especulação bolsista, apetece mesmo relembrar a força deste livro.

Tuiavii retrata o Homem ocidental que, na sua opinião, nada tem de bom e de feliz. Imaginemos que, de repente, surge uma grande tempestade e arranca a floresta virgem e as montanhas, com todas as suas folhas e árvores e leva à sua frente todas as conchas e os animais da lagoa. Imaginemos que não há mais flores de ibisco para as donzelas enfeita­rem os cabelos, que só nos resta a areia - é assim que Tuia­vii vê a civilização ocidental, fria e sem tempo para o que é essencial.
Esta obra descreve como o Homem europeu vive obcecado pelos bens materiais, mas é pobre em sentimentos e emo­ções. É um ser meio perdido, que preza a vida fictícia do ci­nema e dos jornais (e hoje da televisão), que confunde a luz com a sua imagem, que não pára de pensar e fá-lo de forma pré-formatada.

http://sol.sapo.pt/blogs/pessoalissimo/archive/2007/06/28/O-Papalagui.aspx

E sobre aquilo que referia no início:

A verdadeira divindade do homem branco é o metal redondo e o papel forte a que ele chama dinheiro. Quando se fala a um europeu do Deus do amor, ele faz uma careta e sorri. Sorri de tão ingénua maneira de pensar. (...) Muitos Brancos há que amontoam o dinheiro que para eles outros ganharam, o depositam num sítio bem guardado e para aí vão acarretando sempre mais, até que um dia já não precisam de mandar os outros trabalhar para eles, trabalhando o dinheiro no seu lugar. Nunca consegui perceber como é que isso era possível, sem haver magia negra; e no entanto tudo se passa assim: o dinheiro multiplica-se como as folhas de uma árvore e o homem até quando dorme vai enriquecendo. (p. 22 e 24, 12ª ed., 1990)

FM

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril - 35 anos









FM

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor




No dia em que o mundo celebra a existência de uma das suas alavancas civilizacionais - de há 5 mil e tal anos para cá, pelo menos - a celebração cá pelo blogue com "o livro", um só, escolha pessoal no lote dos mais recentemente publicados.

Daniel Pennac é um autor muito especial. Conheço dele alguns livros encantatórios dos quais destaco o primeiro que li, da "Saga Malaussènne", ainda muito presente e que depois ofereci a alguns amigos (as): "A Paixão segundo Thérèse". Na Biblioteca da Escola temos o seu famoso "Como um Romance", sobre o acto da escrita e da leitura, que tem sido destacado amiúde.


Neste que anda cá por casa, já lido, mas não ainda por mim, é, ao que consta, o percurso pessoal do autor a contar, com os rostos diversos da escola que viveu a valer, mas a valer mesmo!, num jogo de partilha plena com o leitor.



Em Mágoas da Escola, Daniel Pennac aborda os problemas da escola e da educação desde um ponto de vista insólito - o ponto de vista do mau aluno. Pennac, que foi ele próprio um péssimo estudante, analisa a figura do cábula outorgando-lhe a nobreza que merece e restituindo-lhe a carga de angústia e dor que inevitavelmente o acompanha.Misturando recordações autobiográficas e reflexões acerca da pedagogia e das disfunções da instituição escolar, sobre a dor de ser um mau estudante e a sede de aprendizagem, sobre o sentimento de exclusão e o amor ao ensino, Daniel Pennac oferece-nos, com humor e ternura, uma brilhante e saborosa lição de inteligência.Mágoas da Escola é um livro único e irrepetível, que todos os pais e todos os professores não podem deixar de ler - e dar a ler.
http://www.wook.pt/ficha/magoas-da-escola/a/id/219874


Sobre o dia e porque o tempo já escasseia, socorro-me de um excerto de um texto que retiro de http://bibvirtual.blogs.sapo.pt/51867.html e que subscrevo inteiramente:


Comemora-se desde 1996 e por decisão da UNESCO.
A esta data está também ligado um costume Catalão de os homens oferecerem rosas às mulheres e receberem em troca livros.
Shakespeare e Cervantes, faleceram a 23 de Abril de 1616.Dizem as estatísticas que os inquiridos que afirmam ler livros eram em 1983 de 41,7%. O número subiu em 1995 para 53,9%. Mas infelizmente em 2000 os que se afirmam leitores já são menos de metade dos portugueses (44,3%).
Ou as estatísticas mudaram de método ou o esforço que andamos a fazer para promover a leitura não anda a resultar.
E dessa população que diz ler, só pouco mais de metade (58%) estava a ler no momento em que foi inquirida.
Em números redondos só cerca de um em cada cinco portugueses é que anda a ler.
Esta é a pura e dura realidade.


Como mudar? Quem tem falhado? Que faz a escola? Que margem para a escola? Como se desenha a cultura de um povo? Porque persiste ainda tanto atraso cultural 35 anos depois do 25 de Abril de todas as esperanças? E...


FM